Amanhã, dia 8

Março 7, 2008 at 6:40 pm 12 comentários

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Nota: Tenho a certeza que o Zeca Afonso me perdoria este assassinato.

Entry filed under: cartoon.

Vêem?! Afinal é ‘miguinha Lindo!

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  • 1. Jorge Guedes  |  Março 7, 2008 às 7:13 pm

    NEM TENHO A MAIS PEQUENA DÚVIDA !

    Excelente ideia! Grande boneco, mais um!…

    ABRAÇO.
    Jorge G.

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  • 2. Ritta  |  Março 7, 2008 às 7:26 pm

    Acredito que o Zeca além de lhe perdoar tb estaria junto de nós na manifestação.

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  • 3. angelica  |  Março 7, 2008 às 7:57 pm

    sinceramente ! ACREDITO PIAMANTE que foi o Zeca lá onde está que deu esta formidável inspiração ao Antero

    hoje não digo parabéns, digo: OBRIGADO.

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  • 4. Abrupto  |  Março 8, 2008 às 4:38 pm

    Hoje para os professores será o dia do Zénite. Hoje olhando-se uns aos outros, vendo as filas e filas de gente vindas de Vila Real de Santo António a Monção e Bragança, os professores sentirão aquela sensação de alegria que percorre os participantes duma manifestação bem sucedida. Sentirão força, alegria, trocarão entre si sinais de reconhecimento e identidade, beijos, abraços, palmadas nas costas, polegares no ar, colocarão uns aos outros autocolantes. As pessoas ficam “físicas” nas manifestações, de braço dado. Os mais treinados nestas coisas, que conhecem bem as “manifs”, estarão mais calmos do que os novatos. Os novatos vão falar muito, gritar mais alto, sentir a “psicologia das multidões”, uma novidade para eles. Será um dia em cheio para os professores, reconfortante e, quando nas suas camionetas regressarem a casa, cansados e com pena de não haver mais, pensarão na lição que deram à ministra e ao governo. Mas, com eles, viajará o Nadir.

    Segunda feira voltarão às escolas, às aulas. Se a ministra não for demitida, ou se demitir, começa a ressaca do sucesso, vai parecer pouco o que com tanto esforço foi conseguido. Se os professores estivessem dispostos a entrar em greve, a “rua” poderia ter tido um papel de uma etapa de luta para outra. Mas duvido que os professores tenham a unidade, a força, a disposição, a resistência psicológica e financeira que são necessárias para uma greve que só seria eficaz se fosse prolongada, sem fim à vista, dura e intransigente. Mas todos sabem que uma coisa é ir a uma manifestação neste momento, outra fazer greve. E por isso a sensação de vitória vai-se azedar pouco a pouco, dar origem a mais do mesmo que hoje assalta muitos portugueses: uma sensação de impotência, de que não vale a pena fazer nada, de derrotismo e ou apatia ou agressividade.

    Escrevo hoje no Público sobre a “rua” e termino dizendo que quando se vai para a “rua” tem que se saber como se sai dela. Em democracia, quando se vai para a “rua”, local nobre e legítimo do protesto, tem que se saber que não se pode continuar nela sob pena de então as coisas estarem muito mal para a democracia. Duvido que nesta luta dos professores exista um plano B. O plano A resultou, está à vista hoje. Podia haver um plano B para 2009, no voto, mas duvido que quando lá se chegar exista uma alternativa no domínio político para o materializar. Por isso temo que disto tudo resulte pouco mais do que desespero apático, ou asneira agressiva. Vamos ver.

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  • 5. Jorge Guedes  |  Março 8, 2008 às 7:03 pm

    O texto aqui deixado pelo Abrupto, não deixando de apontar para uma provável realidade, em pobrece o sentido da gigantesca manifestação de quase 2/3 dos professores do ensino básico/secundário.
    É possível que entre estas dezenas de milhar de pessoas haja alguns que vieram por alegre novidade, admito mesmo que alguns nem saibam exactamente ao que vieram, mas ainda assim sobram muitos milhares, tantos que o governo não poderá ignorar.
    Foi pouco? O que se poderia ter feito mais no momento? Calar e obedecer, ouvir o governo dizer que a maioria estava ser instrumentalizada pelos sindicatos e pela oposição? Continuar a tentar pôr em prática, nas escolas, o impraticável? Ser cúmplice silencioso da gestação de futuras gerações de semi-analfabetos? Contribuir para a degradação do ensino público e consequente recrudescimento do primado do ensino privado que formará em exclusivo as futuras elites dirigentes?
    Ajudar o governo a cumprir números que se impôs ou lhe foram impostos de fora? Aprovar alunos para não se ser prejudicado na progressão da carreira? Vender a alma ao diabo?

    Na realidade, 2ª feira os professores estarão de volta aos seus postos de trabalho, mas dentro deles existirá a confortável sensação de tudo terem feito para que não sejam mais tarde considerados cúmplices desta calamidade histórica.
    E, pode crer, que os maiores beneficiados serão os próprios alunos, pois com eles, no dia-a-dia, terão gente que não se vende e lhes pode ensinar caminhos da verdade e da dignidade.

    E cumpre aos políticos dignos e sérios criar as tais alternativas para 2009. Essa, é missão que a eles compete levar a cabo.

    Um abraço
    Jorge G.

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  • 6. Maria A.  |  Março 8, 2008 às 10:35 pm

    Em termos de ritmo e afinação, saliento o ensaio dos colegas da Pontinha: ” E de onde é que nós vimos? Da Pontinha… E o que é que nós queremos? Ver a ministra cair da Pontinha… E como é que vamos fazer isso? Com jeitinho, com jeitinho…” etc. ( a imaginação era tanta que não consegui reter na memória). Revi de imediato um dos anteriores “cartoons” do Antero no qual MLR está por um triz pendurada no abismo.

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  • 7. LCC  |  Março 8, 2008 às 11:17 pm

    Estive lá com o orgulho de ser professor!

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  • 8. Snowmass  |  Março 8, 2008 às 11:26 pm

    Hoje deve estar duplamente orgulhoso. Pelo seu trabalho e por ser professor.
    Um leitor e um pai que o cumprimenta.

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  • 9. Olinda  |  Março 9, 2008 às 1:25 am

    Antero estive lá e tive orgulho em todos nós.

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  • 10. antero  |  Março 9, 2008 às 1:06 pm

    Sim, caro Snowmass, estou triplamente orgulhoso.
    E este seu comentário é mais um motivo.
    Obrigado.

    Responder
  • 11. Jorge Guedes  |  Março 9, 2008 às 2:15 pm

    Se me é permitido, deixo um abraço a este pai consciente e com os miolos no sítio, desculpe-me a rudeza franca das palavras.

    E ao Antero, claro, cujos bonecos espelham bem o que se passa no mundo das escolas. Quem me dera ter essa arte!

    Jorge G.

    Responder
  • 12. Marianne  |  Março 9, 2008 às 9:26 pm

    Esta foi uma magnifica e histórica manifestação, duma classe que finalmente se uniu!
    Para coroar uma manifestação destas só mesmo encerrar as escolas durante a próxima semana, à vez, sim: umas de cada vez para não prejudicar muito o bolso dos professores!

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